
Testemunho de 40 anos de trabalho do projeto Vídeo nas Aldeias, o filme acompanha a devolução de arquivos audiovisuais às novas gerações de cinco povos: os Nambikwara Mamaindê (MT), os Gavião Parkatêjê (PA), os Enawenê-Nawê (MT), os povos isolados de Corumbiara (RO) e os Xikrin do Cateté (PA).
FICHA TÉCNICA
Direção e Roteiro: Ana Carvalho e Vincent Carelli
Produção: Papo Amarelo e Vídeo nas Aldeias
Empresa Produtora: Vídeo nas Aldeias e Papo Amarelo
Direção de Fotografia: Tiago Campos e Vincent Carelli
Montagem: Tiago Campos, CaioZ, Hélio Vilella Nunes
Som: Ana Carvalho, Tiago Campos, Wallace Nogueira e Vincent Carelli
Elenco / Participantes: Comunidades indígenas Nambikwara Mamaindê (MT), Gavião Parkatêjê (PA), Enawenê Nawê (MT), Isolados de Corumbiara (RO) e Xikrin do Cateté (PA)

Vincent Carelli, indigenista e cineasta franco-brasileiro, criou em 1986 o Vídeo nas Aldeias, um projeto a serviço dos projetos políticos e culturais dos povos indígenas, que formou a primeira geração de cineastas indígenas nas décadas de 1990/2010. Carelli realizou documentários sobre os impactos deste trabalho, tais como: “O Espírito da TV” e “A Arca dos Zo’é”, premiados internacionalmente. A sua trilogia do Martírio, abre com o filme “Corumbiara” em 2009, sobre o genocídio de indígenas isolados em Rondônia (grande vencedor do Festival de Gramado). O segundo da trilogia, “Martírio” de 2016, traça o percurso histórico do massacre Guarani Kaiowa no Mato Grosso do Sul. Em 2022, o terceiro, “Adeus, Capitão”, conta a saga de um grande chefe Gavião no sul do Pará. O curta metragem “Yaõkwá, imagem e memória” (2020 Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2022) abre uma série sobre devolução de acervos para os povos filmados ao longo dos 40 anos de trabalho do VNA Em 2009, a Vídeo nas Aldeias recebe a “Ordem do Mérito Cultural” do governo brasileiro e em 2017, Carelli recebe o Prêmio Prince Claus nos Países Baixos pela sua militância pelo cinema e pelos direitos indígenas.
Ana Carvalho é artista, cineasta e educadora popular. Há mais de 20 anos desenvolve projetos culturais e de criação artística compartilhada junto a povos indígenas e comunidades tradicionais, atuando nas áreas de cinema, artes visuais e agroecologia. Integra o corpo de colaboradores do Vídeo nas Aldeias, organização dedicada ao fortalecimento das identidades e patrimônios culturais indígenas por meio do audiovisual. É co-diretora das vídeo-instalações O Brasil dos Índios: um Arquivo Aberto (32a Bienal de SP), Jeguatá: caderno de viagem (21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil) e diretora, com Tita, Gwiri e Sara Brites do longa documental Os donos da Roça (em desenvolvimento). Coordena o projeto de pesquisa e criação artística Manto Território, realizado junto às mestras de saberes de cura da Serra dos Paus Dóias, na Chapada do Araripe, sertão Pernambucano.